sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Vozes internas


Diante da ambivalência
dos meus pensamentos invasivos
Tento me posicionar
Através de uma faxina interior
Procuro descartar...
Tudo que,literalmente, me faz duvidar
De quem sou, do que quero alcançar.
Dos outros, o que espero?
Menos hipocrisia servida no jantar!
Prefiro as ofensas diretas,
Os inimigos declarados
Os meus defeitos apontados
Do que palavras escolhidas para me ganhar.
Em troca, o meu sorriso verdadeiro
As minhas lágrimas incontidas
O meu olhar transparente
Eu, sem disfarces ocultos!
Os meus personagens são aparentes...
Apresentáveis em situações distintas
Porém, protegidos das ameças iminentes
Pura questão de sobrevivência nesse mundo cão.

Um comentário:

  1. Nossa que poema tocante!!!!!! Também prefiro este tratamento do que a falsidade. Como o Chorão diz: "Antes ser odiado pelo que você é do que ser amado pelo que não é"

    Gostei muito do seu poema Mayre! Quero mais!

    www.laerte-lopes.blogspot.com

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