domingo, 24 de abril de 2011

Olhares


Incriminador. Acusa, condena, segundo o seu juízo de valor.
Suplicante. Revela a dor de um desejo imponente.
Misterioso. Convida-nos a desvendar enigas surpreendentes.
Revelador. Traz à tona o que se quer esconder, suprimir, esquecer...
Indiferente. À sua volta tudo é transparente, oco, insignificante.
Malicioso. Antecipa o que está subentendido nas teias da razão.
Indiscreto. Sutileza nas ações e profundidade nas intenções.
Sigiloso. O sentido está em não revelar, só para aguçar o imaginário.
Atento. Capta tudo, mesmo o que não está aparente.
Compreensivo. Exercita o saber ser humano em todas as suas interfaces.
Intransigente. Rigidez nas atitudes e intolerância a pensamentos discordantes.
Amoroso. Doa o melhor de si para o outro (os).
Ansioso. Inquietação de quem vive em busca do depois.
Esperançoso. Movido pelo otimismo e pela crença no possível de acontecer.
Agonizante. O medo da partida involuntária e o sofrimento de um adeus sem fim.
Cético. A descrença na possibilidade do existir.
Consciente. Sabe de sua condição individual em meio à coletividade.
Coisificado. Conduzido por ideias impostas, ignora a si próprio.
Cansado. Vencido pelo esforço incontido.
Decidido. Tomado pela certeza da ação, independente da reação.
Feroz. Colerificado pela idignação do oponente.
Amedrontado. Inseguro diante da ameaça do novo.
Sensual. Erotismo que transborda, com ou sem permissão.
Esses e outros tantos Olhares são linguagens que produzem mais sentidos do que possam supor as nossas vãs palavras.

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