domingo, 10 de abril de 2011

Tempo


Era uma vez...


E a história é interrompida,
sem fim e nem começo.
O Tempo, sempre autoritário,
irritado por não ser consultado
Diz NÃO à Criação.
E esta, indignada pelo atentado
contra a sua maior aliada, a Criatividade...
Resolve se vingar do senhor da razão.
Desafiou a si própria e descobriu a solução
Teceu seu enredo de forma Atemporal
Com a qual o Tempo não se intromete, não.
E através de sua descoberta fez-se livre
Para o ato da criação...
Sem algemas invisíveis
que a impediam de voar,
soltou a Imaginação!
Menina danada, sem freio na língua,
Ficou ainda mais inventiva
Ao saber que as Horas
Estavam aprisionadas com o Tempo (ex-senhor da razão).
E sem ele demarcando tudo
Ficou ainda mais fácil
Fazer existir o que antes era só ilusão.
Noites e dias passaram a ser escolhidos para cada ocasião.
Eles estavam lá, sempre à disposição
Não saíam mais correndo na frente,
Impedindo ou atropelando os acontecimentos.
Ir e vir, tornou-se corriqueiro
E todos puderam concluir seus afazeres,
Desfazer o malfeito
Desdizer o dito e ficar tudo pelo não-dito.
Sonhos interrompidos ou bem sonhados
Puderam ser revistos
E desse jeito muitas histórias
foram (re)construídas.


2 comentários:

  1. Oii!

    Agora que estou lendo "A Mulher do Viajante no Tempo", estou pensando muito mais no tempo.
    ps: qual físico que não pensa (rs)

    Beijos!
    Ótimo post ^.^

    ResponderExcluir
  2. Olá, Celsinha!! Tudo bem?
    Vc é física?? Então, realmente o tempo faz parte de suas reflexões constantes, não é? rs

    Obrigada...Bjos!!

    ResponderExcluir