sábado, 20 de agosto de 2011

Monólogo

Tua pele, teu cabelo, teus trejeitos, tua fé
Tantas formas diferentes de existência
De apontar o x de tantas questões a incomodar
Não encerrar o conto, pode diminuir um ponto
Mas democratiza a arte e faz pensar
Paisagens, cenários, tudo pode se reordenar
Querendo ou não, as coisas mudam de lugar
Joãos e Marias, Antônios e Josés 
Vidas que se encontram numa esquina qualquer
Do hermetismo de Clarice à simplicidade de Assaré
Cada um no extremo da ponte não se reconhece
Quadrados, retângulos, simetria irregular
Homens, mulheres, diferenças que separam
Mesmo estando no mesmo lugar
Todos presos ao ar livre
Demarcando territórios imundos
Nesse mundo deficiente, demente
De valores desvalorizados 
Vendidos a preço de banana
Na feira do retrocesso, movimentando o comércio.

2 comentários:

  1. Me deu vontade de escrever também, =)

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  2. Vamos lá, Henrique! Escrever não tem contra-indicação!rs

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